Entrevista com o produtor Cyber

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A dinâmica dessa primeira entrevista que trazemos para nossos visitantes teve uma dinâmica engraçada. Ela era pra ter saído a uns 3 meses atrás, mas acabamos enrolando em enviar as perguntas para o Cyber e só então ela saiu para vocês. Cyber ao contrário de nossa vagareza, enviou as respostas no mesmo dia e apreciamos bastante essa atitude. Confira abaixo como foi nosso bate papo!

Como surgiu seu envolvimento com rappers da maromba?

O primeiro contato com alguém que cantava sobre academia foi o rapper Mag. Pioneiro neste e outros temas sendo falados pela primeira vez no rap nacional.

Geralmente produtores costumam ficar mais “nos bastidores”, não aparecendo muito. Como foi a experiência de fazer um clipe e consequentemente aparecendo?

A minha ideia sempre foi estar nos bastidores, criando os instrumentais. Foi quando alguns amigos me deram a real, no qual me chateou bastante, me falando que o público não dava importância para quem fazia todo o instrumental, e sim, para quem cantava. Foi quando me deram a ideia de fazer algo similar com o que DJ Khaled, DJ Drama, David Guetta, Avicii, Calvin Harris e outros produtores musicais famosos, fazem. E tá dando certo até então!

Você pretende em um futuro se lançar também como rapper?

Não pretendo. Sou músico, acredito que o que eu faço de melhor é criar músicas.

Você vê diferença entre trabalhar com rappers da maromba e os rappers convencionais?

A única diferença que vejo é que o tema é elevado a 5º potência sempre, ou seja, é mais intenso. Muita motivação, muita força, muita superação. É o estilo que eles levam.

Qual segredo para uma boa produção?

Primeiro: não sentar na cadeira e colocar a mão no teclado pensando que daqui alguns minutos tem que criar um instrumental que vai “estourar”. Sai ao natural.
Segundo: criar um arranjo é muito fácil. O difícil, é fazer uma composição de notas que seja diferente, inovadora, que “fale” pela música e que os ouvintes escutem e logo identifiquem com a música daquele determinado artista. Não é fácil criar um bom arranjo musical.

Como você foi o início na produção?

14 anos atrás. Difícil, o rap era muito fechado. Preconceitos de todos os lados, inclusive minha aparência nunca me ajudou este meio. Tive que conquistar os rappers para que eles escutassem meus instrumentais e depois o público. Ganhar o respeito.

Com a facilidade de encontrar beats gratuitamente na internet, o que acha dos rappers que optam por esse tipo de escolha?

É a pior escolha. É como você roubar um carro na rua e sair tirando onda. O carro pode ser bonito e todo mundo gostar. Mas não é seu e te trará problemas. O sentimento é dos piores. Meu conselho: procurem produtores. Existem centenas de bons produtores, muitos iniciantes que tem um talento incrível. Isto fará a diferença.

O que na sua opinião diferencia um rapper que pega as bases na internet para um trabalho com você?

Comigo ou com qualquer outro produtor: identidade musical. Uma música é o encontro de letra + voz + instrumental. O instrumental deixa com os produtores, é a alma da música. Produzindo com um produtor o rapper terá um trabalho 100% próprio e que poderá ser tocado em qualquer local.
E muito importante: poderá monetizar na internet e até tirar uma graninha.

Como está o mercado para as produções? Os rappers vêm se conscientizando da necessidade da originalidade?

Muitos rapper pegam base gringa ainda, mas isto mudou muito. Existem muitos produtores novos, ótimos, e rappers conscientes.

Quais rappers na maromba e fora dela você admira ou se identifica?

Bah, são muitos. B-Dynamitze, Jax, Bonde da Stronda, LetoDie, Stifler Kallahari, Husky Lion, Mag, Nemo, Flash, Gutierrez, MC Fox$$ & McMãe, Funkero, ConeCrew só pra citar alguns…

Deixe uma dica para os que têm interesse em começar a mexer com produção musical.

Computador bom + FL Studio + Som ou fone de ouvido e principalmente: CRIATIVIDADE. Lembre-se: fazer um beat é fácil. Fazer um beat diferenciado com um arranjo próprio é difícil. Sendo assim, pronto, pode começar a quebrar tudo! hehe

Pq o nome Cyber?

Frequentei muitos anos o bate papo IRC. Tinha um script para entrar neste bate papo chamado CyberScript. Aí eu entrava com o nome de Cyber. Isto com 9 anos de idade, ou seja, 20 anos atrás. E pronto, ficou Cyber. Quando eu quis mudar, não consegui mais, pq muitos não me conheciam nem pelo meu nome de batismo, e sim por Cyber. hehe

Como surgiu a parceria em fazer um clipe com o LetoDie?

O Leo Stronda me pediu para receber o LetoDie aqui no RS para captar e dirigir a gravação das vozes dele para a “Blindão”. A partir disso, criamos uma grande parceria. Acabou saindo a “Sangue Dentro Sangue Fora”, meu primeiro clipe solo, e a partir disto, produzi instrumentais para as músicas dele e seguimos colaborando. Grande talento, amigo e irmão.

Deixe suas considerações finais e o que mais quiser acrescentar.

Muito obrigado pela oportunidade e pelo espaço. Espero que gostem do meu próximo clipe, sai dia 29/06/2016, conta com vocais do rapper B-Dynamitze e a música se chama “Animal”. Sairá no meu canal, valeu, abraços!

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